Matéria 1 – CURIOSIDADES SOBRE PERFUMES
O nome “Perfume” deriva do latim “Per fumum” ou “pro fumum”, significa “através da fumaça”. Isso vem demonstrar a mais antiga aplicação da mistura de fragrâncias de plantas aromáticas, que eram utilizadas, a princípio, como oferendas aos deuses em função das diversas religiões da humanidade.
A História do Perfume
A mais histórica e milenar forma de perfume, parece ser tão antiga quanto o homem, que já na sua pré-história queimava madeira e resinas para melhorar o gosto de seus alimentos. Porém, a mais pioneira e primordial forma, foi o incenso, que liberava odor quando queimado.
A Perfumaria no Antigo Egito
No Antigo Egito, o homem aprende a arte de perfumar. Através da observação das plantas, ele aprende a honrar os deuses, envenenar armas, criar rituais religiosos e de sedução, curar e embalsamar. Nesta época a saúde física e espiritual era una. Os egípcios foram exímios mestres e divulgaram seus conhecimentos de perfumaria aos assírios, babilônios, caldeus, hebreus, persas e gregos. Cada cultura desenvolveu suas próprias variedades de fragrâncias, de acordo com os ingredientes disponíveis localmente.
A perfumaria na Grécia Antiga 
Os gregos também tornaram-se hábeis na arte da perfumaria. Através de óleos e ungüentos perfumados, fizeram e usaram grandes quantidades de águas aromáticas, utilizando largamente os cosméticos.Em suas expedições, os gregos tinham por prática trazer novas fragrâncias e costumavam usar perfumes que, principalmente, tivessem poderes medicinais.
A perfumaria Romana
O Império Romano, através de suas conquistas, chegou a exceder-se na utilização de perfumes. Estandartes militares, obras de alvenaria, convidados, escravos, amantes, cachorros, navios e asas de pombas foram borrifados com águas aromáticas.Em alguns palácios romanos, tubos de ouro foram criados, e deles, saíam ar aromatizado, surgia aí o conceito de aromatizadores de ambientes.
A perfumaria China e Índia
Na China, similarmente ao Egito, ocorreu o desenvolvimento dos perfumes. O almíscar foi empregado primeiramente na medicina e depois, em perfumes.
No mesmo período, a Índia tornou-se centro mercantil de especiarias e famosa pelo seu sândalo e vetiver, além de grande variedade de flores, tais como, rosa e jasmim. O sândalo era parte importante da arquitetura dos antigos templos hindus, juntamente com o vetiver. Estes resíduos de madeiras eram colocados principalmente, nas portas de entrada, de onde o vento poderia levar e espalhar o perfume através dos ambientes.
A perfumaria na América
Os habitantes iniciais das Américas, os Incas, os Maias e os Astecas costumavam queimar, como oferendas a seus deuses, grandes quantidades de incenso produzidas com resina e madeira.Também, as folhas de tabaco também eram utilizadas por suas propriedades aromáticas.
A perfumaria na Europa 
Quando Veneza conquistou Constantinopla em 1202, a mesma, apoderou-se das rotas no Mar Mediterrâneo para o Oriente. Conseqüentemente, foi iniciada a ascensão e a riqueza de Veneza, e, assim, o desenvolvimento da indústria do perfume na Itália causado pela transferência de conhecimento do Oriente para o Ocidente.
A fragrância tornou-se parte integrante da vida das cidades mais prósperas. Os mais ricos possuíam como hábito, utilizar, loções, bálsamos, luvas perfumadas, sabonetes perfumados, bebidas e ervas aromáticas.
Porém, somente, no início do século XVII, a Arte da Perfumaria expandiu-se no sul da França, onde as condições climáticas favoreceram o cultivo de flores, e as primeiras fábricas de perfumes apareceram.

Perfumaria Atual
Este desenvolvimento da forma de uso dos perfumes proporcionou, o início da atividade profissional do perfumista. Com o passar dos tempos, os hábitos profanos prevaleceram sobre os religiosos, apresentando os perfumes como instrumentos de sedução, poder e de adorno restritos a elite, inicialmente. A produção em escala industrial dos perfumes resultou na criação da grande perfumaria francesa, na criação das famosas maisons, baseadas em compostos elaborados pela sintetização de fragrâncias, através de suas matérias primas essenciais, cujo maior momento foi no final do século XIX, tendo atingido agora, na atualidade, um elevado grau de alta tecnologia e consumo popular.